Un blog de viajes - Travellerspoint

Punta Arenas - Puerto Natales - Torres del Paine

07/03/09 e 08/03/09

sunny 22 °C
Ver Patagônia 2009 en el mapa de Herr Hackl.

Partimos cedo rumo à Puerto Natales, distante cerca de 247km de Punta Arenas. A estrada impecável, sem um buraco, e a viagem muito tranquilo através do Buses Pacheco http://www.busespacheco.com/rutas.htm. Infelizmente não tem ônibus direto de Punta Arenas para Torres del Paine, por isso nossa passada por Puerto Natales.

A cidade é minúscula e extremamente turística, o que é sinônino de preços altos e muito gringo andando pela rua.
Os mercados lotados, já que muita gente compra suprimentos para levar para Torres e a cidade em si não apresenta muitas opções.

Particularmente não gostei muito da cidade, e como estávamos apenas de passagem fomos logo atrás de ônibus para Torres del Paine, que na verdade era o nosso destino final.

Bem na saída da oficina de ônibus, logo na chegada em Puerto Natales fomos abordados por uma companhia, a Buses JB. Não gosto muito desse tipo de abordagem, mas como estávamos com presa, mochilas pesadas nas costas, acabei aceitando. O táxi nos levou até o escritório da empresa... atendimento bem meia boca, a mulher super antipática e achei um absurdo o valor da passagem, 7 mil pesos chilenos apenas a ida.

Bom, o ônibus não era lá essas coisas, não tinha ar condicionado, um calor danado e os vidros fechados por causa do vento lateral.... foi uma viagem muito dura, mas a visão das montanhas surgindo por entre a estradinha de rípio, a cor azul do lago del Toro, os guanacos e finalmente as Torres e os Cuernos del Paine, realmente é uma emoção muito difícil de descrever.

http://www.conaf.cl/?seccion_id=ee84d0cba83c4f8d6f278cd12bec31a1&unidad=2

Chegamos na portaria do parque, onde pagamos uma taxa não muito barata para entrar, mas como o lugar é tipo um Jardim do Éden, vale a pena com certeza. Na entrada do parqe ganhamos um mapa, super detalhado por sinal, o que fez com que o mapa comprado em Ushuaia não tivesse valor nenhum, o mapa do parque é bem melhor. Como estava com a logísitca muito apertada e tudo é muito longe dentro do parque, fui pedir informações para o guarda florestal na portaria do parque. Para minha tristeza os horários de transfer entre a portaria e o local de las Torres não estava batendo e não iria dar para pegar o ônibus para El Calafate a tempo.

A minha idéia era a seguinte, chegamos no parque aproximadamente às 17:00, por causa de obras na estrada para Torres (que está sendo asfaltada). Da portaria até a localidade de Pudeto, onde iríamos pegar o catamarã que cruza o lago Pehoé era pouco mais de 30 minutos. Porém só tem 3 horários de travessia durante todo o dia, e os horários de travessia não fechavam com os horários de ônibus até a portaria e de lá até las Torres. Depois de uma viagem nada agradável era só o que me faltava, teria que sacrificar algo no meu roteiro.

Bom... fomos rumo ao refúgio Lodge Paine Grande http://www.verticepatagonia.cl/, localizado do outro lado do lago Pehoé, início de muitas caminhadas e uma das pontas do famoso circuito W de trekking. Tomamos um merecido banho, deixamos nossas coisas no quarto do refúgio e fomos até a cozinha coletiva do camping, tentar preparar algo para comermos.
O camping estava muito cheio, e usar a cozinha era realmente muito difícil... ainda bem que a visão da paisagem era extremamente recompensadora e servia para refrigerar a alma.

De volta ao nosso quarto conheci o Miguel, um inglês, que vive em Nova York e que morou no Rio de Janeiro. Senhor de idade já, mas que estava com a maior força de vontade, fazendo várias partes do famoso W.

Para quem não conhece, Torres del Paine é conhecido como meca mundial do turismo. Gente do mundo inteiro vem até aqui para realizar caminhadas por lugares paradisíacos. O nome Paine tem origem na língua indígena local, que quer dizer céu azul. E realmente o céu estava muito azul e estava muito quente, cerca de 22 graus.

O lago Pehoé, quer dizer Escondido, também nesta antiga língua. Como não adiantava ficar de mau humor pela falha no meu planejamento fui dormir meio que sem saber o que fazer no dia seguinte.

Levantamos relativamente tarde, lá pelas 9 da manhã, tomamos um café e acabei optando por fazer a caminhada para o Vale do Francês, ou invés de ir até o Glaciar Grey. Já iria ver glaciares em Calafate e achei melhor tentar algo diferente. A escolha valeu a pena, a caminhada é belíssima, não muito intensa, trechos fáceis de serem percorridos, muitas cachoeiras, montanhas, enfim uma paisagem muito recompensadora. A visão do Cerro Paine Grande nos circundando, os Cuernos del Paine e o Glaciar do Francês, assim como o rio do mesmo nome valeram todo o esforço.

Torres_del..Medium_.jpg

Uma coisa curiosa que eu acabei notando nesta parte do Chile é a quantidade de turistas israelenses por aqui, tem inclusive placas em hebraico para uma melhor orientação, vejam só.

De regresso ao refúgio pegamos nossa bagagem e nos preparamos para seguir rumo a Las Torres.

Publicado por Herr Hackl 16:35 Publicado en Chile Tagged tips_and_tricks Comentarios (1)

Punta Arenas

Dia 06/03/09

overcast 9 °C
Ver Patagônia 2009 en el mapa de Herr Hackl.

Vamos lá, depois de mais um período de ausência volto aqui com a missão de terminar o meu relato.
Quem quiser dar uma olhadinha nas minhas fotos, estão todas disponíveis no seguinte endereço:

http://picasaweb.google.com/herrhackl/Patagonia2009#

Mas vamos lá... Punta Arenas.

A cidade é muito aconchegante. Ruas largas, prédios históricos, o porto com dezenas de cruzeiros, além do povo chileno ser muito amigável e simpático. Infelizmente nossa passada por aqui foi muito rápida.

Pela manhã pegamos um táxi e fomos até a zona franca, que fica no entorno da cidade. A zona franca é enorme, com centenas de lojas, o que tornou praticamente impossível visitar grande parte das lojas. Nos focamos no primeiro shopping logo na entrada, e no mercado logo ao lado para abastecer nossos suprimentos para encarar 3 dias em Torres del Paine, nosso próximo destino.

Ao contrário de Ushuaia (que também é zona franca), aqui realmente os preços são de zona franca. Porém como estava com a grana e o peso das malas limitados comprei algumas guloseimas.

Voltamos para o hostel, fizemos nosso almoço e rumamos para o passeio até a Isla Magdalena, para visitar as pinguineras. Conosco foram duas amigas alemãs, que também estavam hospedadas no mesmo hostel. Foi legal conversar um pouco em alemão, serviu para dar uma desenferrujada e para ter uma idéia de como esqueci um bocado de coisas.

Compramos o passeio na agência COMAPA, localizada bem no centro da cidade. Por causa dos hábitos dos pinguins os passeios partem no período da tarde. E lá fomos nós através do estreito de Magalhães.

O dia estava nublado e fazia um friozinho, principalmente no barco. Chegando no Monumento Natural dos Pinguins nos deparamos com uma ilha repleta de pinguins, por todos os lados. Realmente eles são muito engraçados e divertidos, é uma sensação indescritível caminhar entre eles.

No topo da ilha se localiza um farol, que serve de museu, contando a história da reserva e da região. Infelizmente como ficamos muito tempo admirando os pinguins não deu tempo para visitarmos o museu, o barco fica apenas cerca de 1 hora e meia na ilha.

Punta_Aren..Medium_.jpg

O muito engraçado é que no passeio de barco encontramos muitas pessoas que haviam pegado o mesmo ônibus que nós entre Ushuaia e Punta Arenas.

Voltamos, já cansados por um dia bem agitado, e comemos no restaurante La Luna, localizado bem em frente ao nosso hostel. O restaurante com um clima descontraído, decoração muito interessante, atendimento excelente, e em várias oportunidades colocaram música brasileira para tocar depois que os garçons descobriram que éramos brasileiros. Na despedida um "boa noite"bem caloroso por parte dos funcionários, foi muito engraçado.

No próximo dia teríamos que levantar muito cedo para pegar nosso ônibus para Puerto Natales e de lá para Torres del Paine.

Publicado por Herr Hackl 16:11 Publicado en Chile Tagged tips_and_tricks Comentarios (0)

Rumo a Punta Arenas

Dia 05/03/09

semi-overcast 10 °C
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Primeiro gostaria de pedir desculpas pelas atualizações demoradas aqui no blog... tá meio complicado atualizar com uma rapidez maior. Mas prometo que irei me esforçar para concretizar os relatos.

Quero agradecer também todos que tem passado por aqui.

Bom esse dia foi basicamente na estrada. Levantamos bem cedo para pegar o ônibus de Ushuaia rumo a Punta Arenas no Chile. Saímos de Ushuaia aproximadamente às 08:00 e chegamos em Punta Arenas 12 horas depois.

A viagem corta a Ilha da Terra do Fogo até chegar no ponto fronteiriço de San Sebastian, quando se entra no território chileno.
Os trâmites alfandegários consomem cerca de 1 hora, para sair da Argentina, depois entrar no Chile, daí eles checam toda a bagagem para verificar se não está entrando em território chileno nenhum item proibido. E em nosso ônibus tinha uma alemãs que apesar de todos os avisos estavam levando frutas, o que é proibido no Chile (a entrada de produtos de origem animal, etc.). Daí ficamos mais um tempo enrolados na alfândega chilena... :(.

Nesta parte deu para sentir melhor a força do vento aqui por essas bandas. Em campo aberto era praticamente impossível ficar em pé, o vento lateral era fortíssimo.

Por volta das 16:00 chegávamos ao estreito de Magalhães, na passagem conhecida como Primera Angostura. De lá aguardamos o ferry que nos levaria ao continente. O mar estava muito agitado em virtude do vento, mas a travessia foi tranqüila.

Do outro lado, quando chegamos no continente e pegamos uma estrada passamos por um acidente muito trágico, dois jovens em uma caminhonete foram surpreendidos por uma rajada de vento enquanto trafegavam em alta velocidade. O carro literalmente voou cerca de uns 1.000 além da estrada, capotando várias vezes e matando os dois jovens, no dia seguinte estava na manchete principal de todos os jornais de Punta Arenas.

Foi neste ponto que eu comecei a entender porquê a maioria das janelas dos ônibus são lacradas para abertura, mesmo aqueles que não possuem ar condicionado. Uma rajada de vento lateral através de uma janela aberta pode ser fatal dependendo da velocidade do ônibus.

Viajamos através da Bus Barría, uma companhia chilena, comprando nossa passagem através da COMAPA. O ônibus não era lá aquelas coisas, dentre os passageiros não tinha nenhum local, apenas turistas e bem na nossa frente tinha um grupo de israelenses que pareciam não tomar banho a uma semana.. foi uma viagem dura.
Mas pelo que vimos no caminho os ônibus das demais companhias não diferem muito, são quase todos modelos simples de ônibus brasileiros, Marcopolo principalmente, utilizado por essas bandas. O motorista quando soube que eu era brasileiro começou a perguntar sobre ônibus, já que 80% da frota lá vinha do Brasil, coisa e tal. Como eu não presto muita atenção nisso não consegue satisfazer a curiosidades dele, rs.

O ônibus nos deixou fora do centro de Punta Arenas, uns 2 km do nosso Hostel. Como alternativa partimos para pegar um táxi. Na avenida principal vimos vários deles, achei que não seria problema. Só depois fiquei sabendo que em Punta Arenas não existem ônibus, e tem vários carros, parecidos com táxis, que possuem uma numeração, que identificam uma espécie de linha de ônibus. É realmente diferente, por isso aquela grande quantidade do que achávamos serem táxis, mas na verdade eram os ônibus deles, rs.

Bom pegamos um motorista dessas linhas fixas, mas que como estava vazio ele foi muito gente boa e nos deixou no hostel. Ficámos hospedados no Hostel Fin del Mundo, localizado bem no centro, extremamente aconchegante, bem melhor do que o de Ushuaia e os donos são muito gente fina.

Depois de um merecido banho saímos para comer algo e acabamos encontrando um restaurante brasileiro chamado Doña Maria, muito engraçado. A dona infelizmente não estava lá, mas fomos tratados muito bem e o preço foi honesto.

O cidade de Punta Arenas foi de longe a que mais me agradou em toda a viagem. Na verdade ela nem é turística, funciona mais como um ponto de passagem. Mas as ruas largas, limpas, os prédios históricos me lembraram um pouco da Europa, inclusive com o friozinho, rs. E a simpatia do povo e a qualidade do nosso hostel contribuíram para essa minha visão, assim eu creio.

Bus Barría - Viagem Ushuaia / Punta Arenas
O ponto alto da viagem é a travessia pelo estreito de Magalhães, tirando isso não compensa o tempo que você perde dentro do ônibus. Recomendo que se possível tente fazer esse trecho de avião. Nota 2.

Hostel Al Fin del Mundo - O´Higgins 1026 - http://www.alfindelmundo.cl/
Quarto Duplo 20.000 pesos chilenos - Nota 5
O hostel é extremamente aconchegante, quartos e banheiros limpíssimos, área coletiva super agradável, o Eduardo que nos recebeu é muito gente boa e a localização central ajuda muito no deslocamento. Em Punta Arenas devido ao tamanho da cidade, localização é muito importante.

Publicado por Herr Hackl 13:21 Publicado en Chile Tagged tips_and_tricks Comentarios (0)

Ushuaia

Terceiro e último dia

overcast 12 °C
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Dia 04 de março

O nosso terceiro dia em Ushuaia amanheceu nublado e com uma tremenda incógnita em nossas cabeças. O que fazer? A idéia era alugar um carro para conhecer o parque e os lagos, mas.... tinha esquecido minha carteira de motorista no Brasil e os brasileiros que havia encontrado ontem no mercado também, rs. Se fosse para ir de van, táxi, ônibus, qualquer outro meio de transporte era tudo tabelado. Tínhamos então 50 pesos de transfer mais 50 pesos de entrada para o parque por pessoa. E como eu andei pagando muitas coisas com dinheiro ao invés de usar o cartão de crédito precisaria ir até o banco para sacar antes de decidirmos para onde ir. A Elen, nossa colega belga também estava com dúvida para onde iria. Decidimos então ir caminhar pelo parque mesmo e partimos às 10:00 horas para o local de onde saem as vans (Av. Maipu – entre a Roca e Laserre). Chegamos ao parque aproximadamente às 11:00 horas. Na entrada do parque encontramos uma família com uma pickup com placa de São Paulo, sensacional, imagina, os caras na estrada a vários dias, rodando mais de 5.000 km.... putz, um dia eu chego lá, rs.

Ushuaia_486.jpg

No parque existem várias sendas (caminhos) a serem percorridos, além da possibilidade de se poder fazer um passeio de trem, o Tren del Fin de Mundo. Todo mundo me falou que é a maior furada esse passeio de trem, por isso acabamos cortando de nosso planos. Decidimos fazer a Senda Costeira, que tem aproximadamente 3 horas de duração e sai da Bahía Ensenada e vai contornando o canal de Beagle até chegar próximo a Bahía Lapataia. De lá caminhamos aproximadamente mais 1 horas para chegar até o final da ruta 3, onde nosso transfer nos esperava de volta.

Ushuaia_596__Medium_.jpg

O caminho é simplesmente indescritível, a água forma praias nas rochas de tons esverdeados e azulados de uma beleza de difícil descrição. É uma caminhada que exige um certo preparo e esforço físico, principalmente no trecho que o caminho deixa as margens do lago para adentrar no bosque até chegar ao entroncamento da estrada. Mas que com certeza é extremamente recomendado. A beleza do parque é indescritível. O dia ficou nublado, pegamos até um pouco de chuva no caminho, mas nada que comprometesse o passeio.

Ushuaia_576.jpg

O mais engraçado é a quantidade de coelhos que existem neste parque... tem uma caminhada sobre umas colinas que é muito legal, logo depois da ponte sobre o rio Lapataia (à esquerda), você vê dezenas de coelhos saltitando na colina, me senti dento de um desenho animado.

Ushuaia_503__Medium_.jpg

Na volta, apesar do cansaço, reunimos esforços ainda para tirar algumas fotos pela cidade e dar uma passada em uma excelente loja de souvenirs, que eu recomendo a todos: La Última Bita. Se Ushuaia é zona franca essa loja foi a única que eu encontrei que faz jus a isso. Os preços são muito abaixo do que é encontrado nas demais lojas e eles aceitam outras moedas, inclusive Reais. E o melhor, a cotação para o Real que eles usam não existe em mais lugar nenhum da Argentina, vejam só. O câmbio comercial peso x real no dia era de aproximadamente 1,60 (paguei 1,54 no banco de La Nacíon)... lá o Real valia 1,80!!!! Muito bom.

Ushuaia_603__Medium_.jpg

A noite fomos até um restaurante que haviam recomendado para a Elen. Ele fica na Av. Gob. Paz bem próximo ao ponto panorâmico, mas que infelizmente eu não lembro o nome e vou ficar devendo as informações. O restaurante era novo e era de propriedade de um dos capitães que faziam o tour através do canal de Beagle, empresa pela qual a Elen havia feito o seu passeio. O restaurante fica anexado a uma Hostería e por esse motivo tinha bastante gringo. O ambiente era muito belo, organizado, com uma excelente vista da cidade e o atendimento excelente. Apenas um pouco demorado, mas o próprio capitão veio nos pedir desculpas, pois eles estão começando ainda, não havia nem um mês que o restaurante fora inaugurado. O preço é justo, por tudo (ambiente, local, etc), não é um dos mais baratos logicamente, rs, mas como era a última noite e depois de tudo o que andamos pelo parque, merecíamos.

Com certeza o destaque desta noite fica para a cerveja artesal Beagle que eu tomei. Simplesmente uma das melhores cervejas que eu já tomei na minha vida, fica pouca coisa atrás da Budweiser (a original Tcheca é claro). A versão Rúbia (Red Ale) é simplesmente maravilhosa, recomendo fortemente.

Parque Nacional Tierra del Fuego
Nota 4, pela beleza incomparável do parque, realmente belíssimo e merece ser visitado. Ponto negativo apenas para o transporte até o mesmo, já que ele fica fora da cidade. Se puder alugue um carro em Ushuaia, pois se você estiver em duas pessoas já compensa o gasto. Infelizmente ficamos com o transfer, que parte regularmente do terminal localizado na Av. Maipu, logo depois do Porto Comercial, após o cruzamente com a Calle la Roca.
Translado até o parque: 50 pesos ida e volta
Entrada do parque: 50 pesos pagos na portaria
O parque possui vários senderos, de dificuldades diferentes, abaixo a avaliação dos senderos que fizemos:

Senda Costera – 8 km (3 horas aproximadamente)
Dificuldade: Moderada
Começa na Bahía Ensenada, contorna a costado canal de Beagle, proporcionando imagens belíssimas e adentra os bosques até chegar a Ruta 3.
Sendas do Setor Lapataia

Paseo de la Isla (Cormoranes) – 600 m (15 minutos)
Dificuldade: Fácil
No folheto do parque dizia que essa trilha era para ver o arquipélago dos Cormoranes. Na verdade não vimos nenhum, rs. Mas tem muitos coelhos pelo caminho e é muito divertido caminhar entre eles.... deveria se chamar Senda de los Conejos, rs.

Mirador Lapataia – 1 km (30 minutos)
Dificuldade: Fácil
Muito bem sinalizada e bem tranqüila. Oferece uma visão da Bahía de Lapataia e leva até o marco que finalizada a Ruta 3.

La Ultima Bita – Av. San Martín, 237
Nota 5, ampla variedade de lembrancinhas, livros, camisetas e outros. Preços realmente muito em conta, câmbio para o Real super favorável, provavelmente você não vai achar nenhum igual em toda a Argentina.

Publicado por Herr Hackl 12:25 Publicado en Argentina Tagged tips_and_tricks Comentarios (0)

Ushuaia

Segundo dia

semi-overcast 10 °C
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Dia 03 de março

Para este dia decidimos realizar o passeio através do canal de Beagle. O pessoal no hostel nos indicou uma empresa, a Patagonia Adventure Explorer, frisando que o diferencial deles seria a baixa quantidade de pessoas que iriam ao tour, em comparação com as demais empresas, o que de certa forma possibilitaria um tratamento mais pessoal e facilitaria na hora de tirar fotos.

A empresa trabalha com dois horários de passeios, que são meio que padrões para todas, com poucos minutos de diferença entre elas, as 09:30 e as 15:00. Na frente do porto existe uma praça, bem ao lado a central de informação turística, que reúne todas as empresas que prestam passeios através do canal de Beagle, por isso é bem fácil contratar um e não é necessário reserva antecipada também. Contratamos o passeio para as 15:00 e até o momento da partida caminhamos pela cidade, passando pela avenida Maipu e pela San Martín.

Logo depois do porto tem uma feirinha de artesanato local muito legal, com boa opção de presentes a preços honestos, bem atrás da praça da cápsula do tempo. Esta cápsula possui mensagens da humanidade, que procuram refletir o nosso momento de vida atual, para ser aberta no futuro, acho que 2100, se não me engano. Achei a idéia muito interessante. Parece que no Brasil estão fazendo isso em um moinho em Holambra – SP, só que as mensagens irão ficar nas paredes do moinho, ou algo parecido.

Demos uma passadinha no mercado La Anónima também que fica do outro lado da cidade, um pouco maior do que fica perto do hostel e almoçamos no restaurante El Turco. Comida de uma forma geral é bem cara em Ushuaia, de forma que não considerando às vezes em que compramos comida para preparar no próprio hostel, esse El Turco foi uma das melhores opções em termos de custo / benefício.
Antes de seguir para o porto, para realizarmos o embarque, dei uma passadinha em uma livraria no caminho mesmo e acabei comprando um mapa de Torres del Paine (que foi dinheiro jogado fora, já que o mapa que você recebe na entrada do parque já tem uma boa quantidade de detalhes) e um livrinho ilustrado sobre a história de conquista dos pólos (esse mais ou menos, me ajudou a matar o tempo nas viagens de ônibus futuras).

Como chegamos no porto com quase uma hora de antecedência, ficamos passando o tempo dentro do centro de informação turística, que tem um estrutura muito legal, dezena de informações, algumas inclusive em português. Aproveitei para carimbar o meu passaporte e pedir algumas informações sobre aluguel de veículo, já que a nossa idéia era no dia seguinte ir até o Parque Nacional Tierra del Fuego, que fica fora da cidade, além de visitar os lagos Fagnano e Escondido. A moça da informação turística, para minha surpresa, me entregou uma relação com todas as agências da cidade, modelo e preço de cada uma delas, achei simplesmente fantástico. E tinha uma oferta muito boa de aluguel de carro popular de uma agência por cerca de 90 pesos a diária. Se levarmos em consideração que o transfer até o parque iria sair 50 pesos para cada, o aluguel era uma boa opção, fiquei bem animado Porém acabei me dando conta que deixei a minha carteira e motorista no Brasil... o que acabou lançando água sobre o meu planejamento.

Falando em água então, embarcamos para o passeio através do canal de Beagle.

O nome deste canal provêm do navio que trouxe Charles Darwin para essas bandas, o HIS Beagle, com o comando de Robert Fitz Roy, que dá o nome a uma importante montanha localizada em El Chaltén. Ele é uma alternativa para as embarcações que desejam cruzar do Atlântico para o Pacífico, e vice-versa aqui nestas altitudes, mas pouco utilizado para este fim. A via mais utilizada pelas embarcações internacionais continua a ser (depois do canal de Panamá, é claro) a passagem pelo cabo Horn. Embora as águas sejam revoltas através desta rota, as embarcações evitam as taxações e os trâmites de entrada e saída das águas continentais do Chile e da Argentina. Aqueles que preferem um caminho um pouco mais tranqüilo, optam pela travessia através do estreito de Magalhães, onde existe a cidade portuária chilena de Punta Arenas. Ushuaia é mais utilizada como ponto de partida de expedições e cruzeiros para a Antártida, dado sua localização geográfica.

O passeio foi muito legal, e realmente deveriam ter umas 20 pessoas no máximo. Dependendo da companhia que você contrata o passeio pode ir até em um catamarã de 3 andares, mas creio que daí você perde um pouco do contato com o pessoal e com os guias. Visitamos o famoso farol de Ushuaia, que apesar de todos pensarem ser o farol que inspirou o romance de Júlio Verne não, ficando este um pouco mais adiante na ilha dos Estados.

Ushuaia_429__Medium_.jpg

E passamos também por uma colônia de leões marinhos e de cormoranes, uma espécie de pingüim voador, rs. Na verdade é uma ave muito semelhante ao pingüim. E por último uma pequena caminhada em uma ilha (Isla Bridges) para conhecer um pouco da flora e fauna local, além de características dos antigos povos indígenas que habitavam a região. O passeio dura cerca de 3 horas e inclui um lanchinho na embarcação mesmo.

Ushuaia_343.jpg

Como tinha muito europeu conosco a guia meio que começou a se desfazer dos brasileiros, no caso nós e mais um senhor que nos acompanhava. Achei uma atitude muito babaca, na minha opinião ela queria na verdade se aparece para os europeus, rs. Tirando isso o passeio foi fantástico.

De lá voltamos para o Hostel, decidindo dar uma passada no mercado para fazer nosso jantar na cozinha do hostel mesmo. Uma coisa muito legal que eu vi na Argentina, similar ao que ocorre nos mercados na Alemanha, é a obrigatoriedade de se descrimir os preços dos produtos em razão da sua unidade de medida, por exemplo: A Coca de 2 litros custa 3 pesos, logo preço por litro é 1,5 pesos. Isso é de extrema utilidade para compararmos se um produto está realmente barato ou não.

No mercado encontramos um grupo formado por três brasileiros e uma belga. Dois curitibanos e um brasiliense. O pessoal foi muito gente fina e conversamos durante a noite sobre os passeios a serem realizados e as opções para o dia seguinte. Para nossa amiga belga não se sentir deslocada conversávamos em inglês... mas o meu inglês estava tão adormecido que eu realmente me questiono se ela entendeu alguma coisa, rs.

Patagônia Adventure Explorer (Navegação pelo canal de Beagle) – Muelle Turístico x Av. Maipu:
Nota 4, pela baixa quantidade de pessoas e pelo lanche incluso. Inconveniente apenas da guia que dava mais atenção para os europeus e começou com uns comentários sobre os brasileiros. Mesmo assim recomendado. Saída às 09:30 e 15:00 hrs. – 150 pesos por pessoa. Maiores informações: www.patagoniaadvent.com.ar

Feirinha de Artesanato local – Av Maipu na praça da cápsula do tempo (após o portão do Porto Comercial):
Nota 3. Vale a visita para conhecer o artesanato local e comprar lembrancinhas a preços acessíveis. Tinha um cara que derretia moeda e fazia anéis, muito interessante.

Supermercados La Anónima:
Nota 3. O mercado não é lá aquelas coisas, mas com certeza o preço dos produtos não chega nem perto do que você vai pagar nos hostels e restaurantes do circuito turístico. Maior que ele apenas o Carrefour, que fica fora da cidade.
(Detalhe, Ushuaia lá no final do mundo tem Carrefour e Maringá no interior do Paraná não, kkkkk).

Restaurante El Turco – Av San Martín, 1410:
Nota 5. Lugar muito bom para comer. Ajeitado, preços honestos, porções generosas e muito freqüentado pelos moradores locais. Quando os locais freqüentam pode ter certeza que é bom, rs.

Boutique del Libro – 25 de Mayo, 62:
Nota 2. Possui um acervo muito grande sobre Patagônia e Antártida, porém o preço não é muito o forte, achei os livros muito caros e não achei praticamente nada sobre Torres del Paine, um de nosso próximos destinos.

Publicado por Herr Hackl 12:21 Publicado en Argentina Tagged tips_and_tricks Comentarios (0)

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