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Ushuaia

Segundo dia

semi-overcast 10 °C
Ver Patagônia 2009 en el mapa de Herr Hackl.

Dia 03 de março

Para este dia decidimos realizar o passeio através do canal de Beagle. O pessoal no hostel nos indicou uma empresa, a Patagonia Adventure Explorer, frisando que o diferencial deles seria a baixa quantidade de pessoas que iriam ao tour, em comparação com as demais empresas, o que de certa forma possibilitaria um tratamento mais pessoal e facilitaria na hora de tirar fotos.

A empresa trabalha com dois horários de passeios, que são meio que padrões para todas, com poucos minutos de diferença entre elas, as 09:30 e as 15:00. Na frente do porto existe uma praça, bem ao lado a central de informação turística, que reúne todas as empresas que prestam passeios através do canal de Beagle, por isso é bem fácil contratar um e não é necessário reserva antecipada também. Contratamos o passeio para as 15:00 e até o momento da partida caminhamos pela cidade, passando pela avenida Maipu e pela San Martín.

Logo depois do porto tem uma feirinha de artesanato local muito legal, com boa opção de presentes a preços honestos, bem atrás da praça da cápsula do tempo. Esta cápsula possui mensagens da humanidade, que procuram refletir o nosso momento de vida atual, para ser aberta no futuro, acho que 2100, se não me engano. Achei a idéia muito interessante. Parece que no Brasil estão fazendo isso em um moinho em Holambra – SP, só que as mensagens irão ficar nas paredes do moinho, ou algo parecido.

Demos uma passadinha no mercado La Anónima também que fica do outro lado da cidade, um pouco maior do que fica perto do hostel e almoçamos no restaurante El Turco. Comida de uma forma geral é bem cara em Ushuaia, de forma que não considerando às vezes em que compramos comida para preparar no próprio hostel, esse El Turco foi uma das melhores opções em termos de custo / benefício.
Antes de seguir para o porto, para realizarmos o embarque, dei uma passadinha em uma livraria no caminho mesmo e acabei comprando um mapa de Torres del Paine (que foi dinheiro jogado fora, já que o mapa que você recebe na entrada do parque já tem uma boa quantidade de detalhes) e um livrinho ilustrado sobre a história de conquista dos pólos (esse mais ou menos, me ajudou a matar o tempo nas viagens de ônibus futuras).

Como chegamos no porto com quase uma hora de antecedência, ficamos passando o tempo dentro do centro de informação turística, que tem um estrutura muito legal, dezena de informações, algumas inclusive em português. Aproveitei para carimbar o meu passaporte e pedir algumas informações sobre aluguel de veículo, já que a nossa idéia era no dia seguinte ir até o Parque Nacional Tierra del Fuego, que fica fora da cidade, além de visitar os lagos Fagnano e Escondido. A moça da informação turística, para minha surpresa, me entregou uma relação com todas as agências da cidade, modelo e preço de cada uma delas, achei simplesmente fantástico. E tinha uma oferta muito boa de aluguel de carro popular de uma agência por cerca de 90 pesos a diária. Se levarmos em consideração que o transfer até o parque iria sair 50 pesos para cada, o aluguel era uma boa opção, fiquei bem animado Porém acabei me dando conta que deixei a minha carteira e motorista no Brasil... o que acabou lançando água sobre o meu planejamento.

Falando em água então, embarcamos para o passeio através do canal de Beagle.

O nome deste canal provêm do navio que trouxe Charles Darwin para essas bandas, o HIS Beagle, com o comando de Robert Fitz Roy, que dá o nome a uma importante montanha localizada em El Chaltén. Ele é uma alternativa para as embarcações que desejam cruzar do Atlântico para o Pacífico, e vice-versa aqui nestas altitudes, mas pouco utilizado para este fim. A via mais utilizada pelas embarcações internacionais continua a ser (depois do canal de Panamá, é claro) a passagem pelo cabo Horn. Embora as águas sejam revoltas através desta rota, as embarcações evitam as taxações e os trâmites de entrada e saída das águas continentais do Chile e da Argentina. Aqueles que preferem um caminho um pouco mais tranqüilo, optam pela travessia através do estreito de Magalhães, onde existe a cidade portuária chilena de Punta Arenas. Ushuaia é mais utilizada como ponto de partida de expedições e cruzeiros para a Antártida, dado sua localização geográfica.

O passeio foi muito legal, e realmente deveriam ter umas 20 pessoas no máximo. Dependendo da companhia que você contrata o passeio pode ir até em um catamarã de 3 andares, mas creio que daí você perde um pouco do contato com o pessoal e com os guias. Visitamos o famoso farol de Ushuaia, que apesar de todos pensarem ser o farol que inspirou o romance de Júlio Verne não, ficando este um pouco mais adiante na ilha dos Estados.

Ushuaia_429__Medium_.jpg

E passamos também por uma colônia de leões marinhos e de cormoranes, uma espécie de pingüim voador, rs. Na verdade é uma ave muito semelhante ao pingüim. E por último uma pequena caminhada em uma ilha (Isla Bridges) para conhecer um pouco da flora e fauna local, além de características dos antigos povos indígenas que habitavam a região. O passeio dura cerca de 3 horas e inclui um lanchinho na embarcação mesmo.

Ushuaia_343.jpg

Como tinha muito europeu conosco a guia meio que começou a se desfazer dos brasileiros, no caso nós e mais um senhor que nos acompanhava. Achei uma atitude muito babaca, na minha opinião ela queria na verdade se aparece para os europeus, rs. Tirando isso o passeio foi fantástico.

De lá voltamos para o Hostel, decidindo dar uma passada no mercado para fazer nosso jantar na cozinha do hostel mesmo. Uma coisa muito legal que eu vi na Argentina, similar ao que ocorre nos mercados na Alemanha, é a obrigatoriedade de se descrimir os preços dos produtos em razão da sua unidade de medida, por exemplo: A Coca de 2 litros custa 3 pesos, logo preço por litro é 1,5 pesos. Isso é de extrema utilidade para compararmos se um produto está realmente barato ou não.

No mercado encontramos um grupo formado por três brasileiros e uma belga. Dois curitibanos e um brasiliense. O pessoal foi muito gente fina e conversamos durante a noite sobre os passeios a serem realizados e as opções para o dia seguinte. Para nossa amiga belga não se sentir deslocada conversávamos em inglês... mas o meu inglês estava tão adormecido que eu realmente me questiono se ela entendeu alguma coisa, rs.

Patagônia Adventure Explorer (Navegação pelo canal de Beagle) – Muelle Turístico x Av. Maipu:
Nota 4, pela baixa quantidade de pessoas e pelo lanche incluso. Inconveniente apenas da guia que dava mais atenção para os europeus e começou com uns comentários sobre os brasileiros. Mesmo assim recomendado. Saída às 09:30 e 15:00 hrs. – 150 pesos por pessoa. Maiores informações: www.patagoniaadvent.com.ar

Feirinha de Artesanato local – Av Maipu na praça da cápsula do tempo (após o portão do Porto Comercial):
Nota 3. Vale a visita para conhecer o artesanato local e comprar lembrancinhas a preços acessíveis. Tinha um cara que derretia moeda e fazia anéis, muito interessante.

Supermercados La Anónima:
Nota 3. O mercado não é lá aquelas coisas, mas com certeza o preço dos produtos não chega nem perto do que você vai pagar nos hostels e restaurantes do circuito turístico. Maior que ele apenas o Carrefour, que fica fora da cidade.
(Detalhe, Ushuaia lá no final do mundo tem Carrefour e Maringá no interior do Paraná não, kkkkk).

Restaurante El Turco – Av San Martín, 1410:
Nota 5. Lugar muito bom para comer. Ajeitado, preços honestos, porções generosas e muito freqüentado pelos moradores locais. Quando os locais freqüentam pode ter certeza que é bom, rs.

Boutique del Libro – 25 de Mayo, 62:
Nota 2. Possui um acervo muito grande sobre Patagônia e Antártida, porém o preço não é muito o forte, achei os livros muito caros e não achei praticamente nada sobre Torres del Paine, um de nosso próximos destinos.

Publicado por Herr Hackl 12:21 Publicado en Argentina Tagged tips_and_tricks

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